Sábado, 21 de Agosto de 2010

... de rima, estrofe e verso.

É quando se tem cinco inocentes anos e a poesia é rimar amor com calor, ama com chama, amor com calor, olho com espelho, ana com banana. E hoje minha insensibilidade só me limita a esdruxular com toda a poética métrica, com a simbologia do ABBA, AABB, ABAB. Usar as mesmas palavras: sol, lua, chuva, amor, calor, sorriso, abraço, beijo, menina, mulher, praia, areia, pequena. O verbo querer em todas as conjugações, número, tempo ou pessoa. A verdade é que eu odeio poesia.

As linhas

Parecem

Todas

Incompletas

Há vazio

Frio

Come,

Devora,

Esvazia

E o fim

É não ter fim.

O dia em que eu chorar lendo uma poesia é o dia que eu me renderei e arrependerei de tanto desgostar e as lágrimas estarão ali pra comprovar. Mas a graça das palavras estão no encaixar. Sem sujeito, nem predicado. Pleta-incom. Perdeu o sentido, e a meus olhos a graciosidade e ferocidade.

Que me perdoem os poetas, o classicismo e até a contemporaneidade, mas as linhas completas numerosas e cheias e aqui vos dizem só estão sendo sinceras. Falar de amor e não ter amor. Falar de abandono e não ser abandonado. A sensibilidade do poema é o inimigo da verdade.

Mas aí me engano, e o poema sabe.

O poema sabe que o silêncio é seu pior inimigo.

E silencia.

E se cala.

E se acalma.

E te desespera.

E o fim

É não ter fim.

 

Dedicado a um filósofo grego cujo nome é aumentativo de plato.


por Dani Takase às 03:18
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2 *:
De Platãoo a 21 de Agosto de 2010 às 03:34
Que triste infância hein Dani...
Mas o pior que é verdade, nós aprendemos a compreender o que há de mais inútil na poesia...
(Nesse momento, passou uma foto do Verón aqui do lado, só queria dizer que ri muito disso...)
E não é que você acabou se revelando uma grande poeta?
Poeta não é aquele que rima as palavras, mas aquele que tem a sensibilidade de compreender a loucura de nossa realidade! Talvez essa seja sua função Dani: nos fazer entender as coisas mais malucas da vida nos seus contos, crônicas ou mesmo conversando...


De B. a 21 de Agosto de 2010 às 03:38
Dani  Takase diz:
já falei que odeio poesia?
B. diz:
já.
B. diz:
mas nunca tão lindamente.

um geniozinho das palavras, esta Danielle.


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