Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

... dos dias chuvosos.

Não há como evitar as nuvens negras e carregadas. Elas desabam, em cima de você. Não falo de chuva. Nem de nada muito real. São coisas meio que do psicológico, do emocional.

Um aperto, forte. Um sentimento tão platônico. Uma perda de tempo.

Droga.

Uma coisa tão linda a amizade. Tomates verdes fritos. Parece nome de desenho animado que ensina criancinhas a contar. Não é. É lindo. É drástico. É sincero.

Muitas coisas fogem da realidade. Não deveriam.

É estranho: às vezes eu sinto a necessidade de sentir medo. 

no momento: lost.
aos ouvidos: EmCadaPoçaDessaRuaTemUmPoucoDeMinhasLágrimas - Fresno

por Dani Takase às 02:23
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

... do mal-olhado, olho gordo ou outra maré de azar qualquer.

Ultimamente não ando quebrando espelhos, gatos pretos não andam cruzando meu caminho, não passei por debaixo de escadas, muito menos cismo com o número 13, até me simpatizo com o tal.

Às vezes é inacreditável o modo que as coisas acontecem. Na verdade, é difícil imaginar como as coisas poderiam piorar. Julgo ontem como um dia inacreditavelmente azarento/azaroso ou seja lá qual for o adjetivo que defina minha inacreditável falta de sorte.

Vamos aos fatos.

 

*1º fato*

Como estudante, é bem justo que eu tenha direito a pagar meia entrada no cinema. Uma hora de fila apenas para a tão esperada compra. "Não aceitamos mais carteirinhas de 2008". Ótimo. R$19,00.

 

*2º fato*

Bom filme. Até que uma simpática garota sentada na minha frente, ergue a divisória de cadeiras derrubando o copo de refrigerante em meus pés.

 

*3º fato*

Acabou-se o filme. Ao me levantar reparo que estava levemente grudada a cadeira. Chiclete. Ah, chiclete. Faz mal para saúde e mal para calças jeans. Ah, é inacreditável.

 

*4º fato*

Desfilo pela aglomeração popular com minha calça jeans grudenta. Corro para o banheiro. Parecia uma louca no banheiro. Olhava para as dezenas de espelhos esfregando minha calça, e não era nada divertido. Todos me olhavam. É desesperados quando todos te olham e você tem a certeza de que não é algo positivo. Nada positivo.

 

*5º fato*

O jogo mais esperado por mim o ano todo. Não pretendia falar de futebol aqui, mas é inevitável hoje. Empate é considerável. Não pra mim. Queria vencer.

 

Pensando bem, muita coisa poderia ter sido pior. A fila poderia ter sido maior, o ingresso mais caro, o refrigerante poderia estar cheio, o chiclete poderia não ter saido o suficiente pra ser utilizável, o chiclete poderia ter arruinado minha calça, o meu time poderia ter perdido.

Hm, talvez tinha sido dramática demais, nem foi tão ruim assim.

Ultimamente, não ando encontrando trevo de quatro folhas, não carrego ferraduras nos bolsos, meus dedos não vivem em formato de figas, no entanto, fiquei (quase) inteira. Fui dormir com um sorriso estampado no rosto. Inacreditável.

 

Não: não gosto de ser objetiva e direta em meus textos, mas afinal, ontem merecia detalhes.

no momento: afraid of the dark, ♪
aos ouvidos: Medo de Escuro - Falamansa

por Dani Takase às 18:21
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

... de Júpiter que cruza o céu de Câncer.

Hoje passei o dia testando meus dons artísticos para um presente pra minha melhor amiga e jogando jogos estratégicos. Gosto de testar minha inteligência. Gosto de contraste em fotos.

Ah, como sabe falar o que eu quero escutar. Como gosta de me desafiar, leonino. Não dá pra me irritar. E eu gosto. Como canceriana, somos incompatíveis. A incompatibilidade provoca.

Hoje quem completa anos é um peixe canceriano que eu amo, muito.

Um feliz dia do amigo pra meus poucos espectadores. Não deu pra desejar ontem no meio de tanto estresse.

E por hoje acho que é só o que tenho a dizer.

Câmbio desligo.


por Dani Takase às 00:30
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

... da insanidade.

ARGH! Hoje estou em fúria, meus olhos inchados e cheios d'água. Por pouco não acabo com a vida de uma pessoa - menos, bem menos Danielle. Ok, hoje eu quase tive acessos de loucura. A falta de educação, deselegância, impertinência, no sense duma criança - pobre criança - muito infeliz, se torna alegre me vendo infeliz.

Desde o amanhecer me pego lendo, escondida entre palavras e cobertas, numa manhã gelada e nublada. Uma ligação e uma visita -absolutamente nada- bem-vinda. Talvez seja a pessoa que me faça perder a elegância mais rapidamente. É como um raio: a vejo, saio de controle. E eu adoro estar com as coisas sob controle. Actually, eu gosto muito de meu poder de persuasão. Gosto mais ainda de exercê-lo. Mas o mais frustrante é quando não funciona. Como hoje. Mas isso não vem ao caso.

Consegui paz em minha leitura durante a tarde. Uma vista privilegiada de uma avenida poluida. O som dos carros arrastando a chuva que caiu no asfalto durante a madrugada. O tiquetaquear do relógio, porém, não me livrei. Mas me mantive concentrada. De manhã, ainda restavam 200 páginas. Longas páginas. Começo de tarde já me restavam apenas 100. Escorregava o dedo sobre as páginas restantes. Iam se esgotando.

GOSH! O livro é uma das coisas mais emocionantes pela qual passei. Julgo até mais emocionante que o filme que me fez chorar do 1º minuto até o fim.

"Você está bem?" - mãe.

"Sim" - enchugo as lágrimas.

"O que houve?"

"O livro" - sorri entre o choro.

"Meu deus. Toma isto é pra você."

Pães de queijo. Restavam pouco mais que vinte páginas. Me via perdida em cobertores, frio, palavras, lágrimas e pão de queijo. Não pude conter o sorriso ao receber uma mensagem. "Feliz dia do amigo" - dizia.

Foi a única coisa que me fez sorrir até agora a pouco. Mas agora tenho meus amigos perto. Engraçado a tecnologia, não? Me mantém perto do que me faz bem.

Consegui persuadir ao fim do dia. Ignorei-a. Ela não suportou. Ela nunca suporta. Eu sempre a venço. E a venci.

Quanto a sua ajudante, vingança. GOSH! Estou from hell hoje. Estou insana. Não até amanhã de manhã. Quero sossego.

Me faz mal: o tiquetaquear dos relógios. O tempo é doloroso aos meus ouvidos. No silêncio, encontro o tiquetaquear do relógio. Shiu. Não me incomode.

 

no momento: insane. Gotta kill someone?
aos ouvidos: But It's Better If You Do - PATD

por Dani Takase às 22:49
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Domingo, 19 de Julho de 2009

... do passado.

Trágico. O fim é sempre trágico. Ainda mais quando não é bem-vindo. Primeiro um 'pra sempre', depois um 'acabou'.

Alguns passos, à uma certa distância. Não era certa, a distância era muita. Logo desconfiei. E acertei. Lá estava. Após alguns anos, não mudou nada. A mesma coisa. The same crap. De longe reconheci, fácil de reconhecer. Díficil esquecer.

Ele não me reconheceu ou fingiu que não me reconheceu ou sentiu vergonha de me reconhecer. Sempre soube que eu merecia algo melhor.

Achei que ia ficar chocada ou desestabilizada com esse (des)encontro. Mas não. I'm just fine. Just, just fine.

Eu não gosto de pra sempre. Pra sempre não é nada além de uma mentira. Pobre mentira. E magoa. It hurts a lot. Mas passa. Pra sempre também passa. Não acaba, mas passa.

Isso está muito dramático, mais uma vez.

Hoje vi uma paisagem bonita. Resolvi olhar o mesmo lugar com outros olhos. Vi um verde escuro. Um verde vida. Vi um céu nublado. Nuvens cinzas e enferrujadas. Flores pequenas e amarelas. Frágeis. Rojões. Um gol. A vitória não foi minha. But I still loving you, my red passion, Inter.

Simples assim: o silêncio me causa arrepios.

no momento: watching you breathing.
aos ouvidos: Carry you home - James Blunt
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por Dani Takase às 23:46
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

... da mediocre-idade.

  

 

Como dizem no sul, 'completei anos' anteontem. Não, eu não estou velhinha. Não ainda. Não o suficiente. Só vejo que daqui pra frente, nada é o mesmo. Já não sou a criancinha que ficava louca pelo aniversário para ganhar presentes e assoprar velinhas. Mas não posso dizer que me livrei das bexigas coloridas, não das singelas bexigas coloridas.

Daqui uns anos não haverá espaço no bolo para minhas velinhas. Meu medo é de não ouvir palavras sinceras nesse dia. A tecnologia só oculta a sinceridade, mas eu não caio mais nessa, eu não me importo com falsidade, eu também posso ser falsa. Sorrir falsamente, agradecer falsamente, e ,porque não, parabenizar falsamente.

Maturidade e responsabilidade à vista. Meu maior medo é de não suportar toda essa pressão.

Mais uma pequena apresentação: não diga pra mim que se importa se não se importar. Não me diga que sou importante, se realmente não sou. Não fale que me ame, só porque acha que é o que quero ouvir. As palavras sinceras são muito mais fáceis de se adequar.

no momento: so good, so good, I got you. ♪
aos ouvidos: Seether & Amy Lee - Broken
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por Dani Takase às 00:47
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Sábado, 11 de Julho de 2009

... de mim mesma.

Buscando refúgio. Para onde olho enxergo um pouquinho do que não quero chegar. Enquanto a chuva cai, não há silêncio, pra mim há tristeza e solidão. Por mais que não esteja só, eu sinto como se estivesse. Muito só. Mas se isso passa, fujo enquanto posso. Cantando em pensamento, músicas tristes, mas isso já está muito melancólico. Abraçar o travesseiro, me esconder debaixo das cobertas, ouvir música e ler um livro. No mais tardar, antes do anoitecer me encontrarei perdida entre o travesseiro, as cobertas e as páginas do livro e quem sabe perdida nos meus sonhos. Sonhos, não pesadelos. Sonhos tem algo a ver com o ego, superego, consciência ou afins, pesadelos pra mim se resumem em medos.

Mas ao me concentrar no livro, na música, talvez me esqueça do resto. E isso vai ser bom, por alguns instantes, me esquecerei de tudo.

Se não me fizer feliz, aliviará minha tristeza e melancolia. Dias melhores hão de chegar, e não vejo a hora de poder rir de minhas crises. Inutilidades absolutamente crépidas.

Apresentação rápida: eu tenho medo do silêncio, mas não da escuridão.


por Dani Takase às 19:12
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