Domingo, 25 de Outubro de 2009

... do país das maravilhas 4.

Sim, para que O conheça, basta enxergar no escuro. Mas precisei que Alice me contasse isso pra que eu me desse conta. Eu fiz uma promessa. Trocamos segredos. Se depender de mim, cumprirei todos, e começarei hoje. Caso ela não cumpra sua parte, ficará pra história, pelo menos por mim. Ela me cativa apesar de tudo, e apesar de não ver o mundo do jeito que ela vê, eu vejo o mundo do jeito que ela quer que eu veja.

Espero que isso provoque mudanças de ambos os lados. Eu já me sinto mudada. Me sinto uma pessoa melhor. Mas tenho muito o que aprender. E vou aprender de coração. E vou escrever de coração.

no momento: hiperativa!
aos ouvidos: tpm playlist.

por Dani Takase às 23:00
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Domingo, 18 de Outubro de 2009

... do país das maravilhas, 3

Hoje Alice estava Alice. Sentia falta dela. Ela me contou um segredo. "Mas você não conta pra ninguém?". A blusa dela também é um colete, a blusa dela é uma jaqueta e um colete. Mas é segredo, portanto, keep it in secret!

Afinal, meu cabelo fica melhor pra trás. E eu sou uma pantera, rawl. E, um dia ouvi falar que o melhor tratamento para os cabelos é deixar uma criança acariciá-los todos os dias, se depender disso, meu cabelo será o mais lindo do mundo. Estou até agora com as tranças que ela me fez.

"Me deu vontade de jogar aquela casca de banana no chão, só de pensar que alguém poderia cair", medo. "E você acha isso legal?", "Não, porque na verdade talvez quem caísse fosse eu". Já nem sei mais sobre o que falo. Não quis ver ela brigar. Se comporte mocinha. Lhe conto uma história. "Ele trouxe um galhinho na boca.", "Mesmo? Por quê?", "Porque ele tinha encontrado a terra". "Ahhh".

Se cuide Alice.

aos ouvidos: Skank.

por Dani Takase às 15:20
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

... de já nem sei mais o que.

 

  Chorei infinitas lágrimas. Já não sabia mais porque saiam, de onde saiam, como saiam. Tinha sido um bom dia, um dia estável, um dia estabilíssimo. De tantas coisas que usualmente me fariam chorar, eu ri, zombei. Mas do ato mais estúpido, mais sem valor, foi esse que veio como rocha afiada em minha direção. É sempre minha culpa, vocês são tão iguais. Argh.

As lágrimas foram brotando e quando me dei por mim, já tomavam conta de todo meu eu. Estavam por toda parte, jogadas no sofá, enfiadas no travesseiro, debaixo das cobertas. Só queria sumir e sentir o calor das cobertas, o conforto do travesseiro, mas não me concentrava em nada. Era um turbilhão de coisas, eram pensamentos egoístas, eram pensamentos ingênuos, eram pensamentos que não têm razão.

Por um momento, me critiquei, e ainda acreditonessa tese. Eu me importo demais com o que as pessoas se importam. Eu prefiro fazê-las felizes enquanto fico sofrendo sozinha. E sofro sozinha, sempre sofro sozinha. Não há porque compartilhar meu sofrimento. Eu sempre acabo assim, desmoronando em lágrimas, ali, sozinha. Me imaginei caindo nos braços das pessoas, implorando miseravelmente por um abraço. E isso é exatamente o que nunca fiz, e que espero nunca ter que me submeter a fazer. Não gosto que as pessoas me vejam fraca, não é essa a imagem que pretendo passar. Não me conheço assim.

Só sei que não sei mais o que pensar. E que agora, não quero ter que estar aqui em lágrimas, não, a fonte secou. Não deve ter mais lágrimas, meus olhos doem.

E amanhã se algo doer vai ser meu rosto todo de tanto rir! Vou dar abraços calorosos e mais uma vez sentir que sou especial pra alguém. E que eu não seja importante pra você, que seja.

'Eu já to de saco cheio dessa merda! Meu amor por ti já se esgotou!'

no momento: grr.
aos ouvidos: Fora Mônica! - Vivendo do Ócio

por Dani Takase às 23:09
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

... falsas dedicatórias.

 

Sequer um dia você já se deu conta de quantas mentiras saem da sua boca? De cada 2 palavras, 3 são mentiras, você supera todas as minhas expectativas. E você nem se dá conta de que isso faz mal pros outros, até o dia que isso tomará conta desse mal. 'E vai doer, eu sei como vai doer, e vai passar, como passou por mim, irá fazer com que se sinta assim, como eu sinto, como eu vivo, como eu não canso de cantar, eu sei que vai me ouvir, eu sei que vai lembrar, vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer, mas eu não vou deixar!'.

Pois é, eu não vou deixar. Pensar que já cheguei a considerar o que você me dizia, que cheguei a acreditar. Oh, gosh, não vou perder ainda mais meu tempo falando de como perdi meu tempo com você.

 

Estou com ome.

Já comi o F.

 

(frase numa parede qualquer de Buenos Aires).

 

no momento: argh --'
aos ouvidos: no name - tavares.

por Dani Takase às 00:52
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

... Rio 2016.

Call me antipatriota, sim. Estou frustrada, muito. Não queria que o Rio de Janeiro sediasse as Olimpíadas. Sou brasileira, não moro no Rio, mas não acho, pessoalmente, que tenha essas condições.

Na minha humilde concepção, o Brasil é um país muito, muito, muitíssimo hipócrita se candidatando pra realização de Copa e Olimpíadas. A economia do país cresce, sim, inegavelmente, mas não concordo, há muito a evoluir. Mas é injusto que o país se coloque tão prontamente a realizar tantas mudanças (muitas mudanças MESMO) pra impressionar o mundo.

O Brasil não está fazendo isso por si, sim para mostrar o mundo que o desafio foi cumprido, que cumpriu com o que se esperasse. Os outros países concorrentes tinham pouco a melhorar, eles se desenvolvem pra melhorias pessoais não pra demonstrar ao mundo que se superaram, isso é ridículo.

É como uma pessoa passar a vida toda vivendo como pobre, guardando todo dinheiro. Guarda seu dinheiro pra comprar uma fantasia de rico pra ser a anfitriã de uma grande festa. Poderia ter se enfeitado antes, mas não, preferiu esperar até que chegasse o momento. Mas a festa passa, e no fundo, a realidade mesmo, é que sempre vai ser um país pobre, se não quiser ser rico pra sim, mas sim pra mostrar-se aos outros.

O exibicionismo chega a um ponto que é absolutamente RI-DÍ-CU-LO. É de um egoísmo, já não sei mais que adjetivo usar. Só digo que é uma ilusão. Concordo que com uma vez o compromisso imposto, o país se desenvolverá. Mas será que se não ganhasse, o compromisso com o desenvolvimento teria de ser o mesmo? Não para orgulhar o ego de governantes que quer na frente se diversos outros países se impor superado, mas pra orgulhar toda uma nação que espera por esse desenvolvimento na pele, vivendo um cenário não tão maravilhoso, mas sim, real.

no momento: angry. :@
aos ouvidos: McFly.

por Dani Takase às 01:36
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

"Cromo(nós)somos Preconceituosos"

 

Eis que inteligência nada mais é que a capacidade que uma pessoa tem de pensar, agir e discernir certo e errado, administrar a lógica. Cotas por raça, cor, que seja, não são justas, mas sim preconceituosas.

Significa então que uns tem menos oportunidade por conta da cor? Será que a cor não está na íris das pessoas? Vivemos num mundo hoje onde é possível obter informação sem custo (bibliotecas públicas, jornais gratuitos, TV aberta etc). Todos tem os mesmos direitos de obter sabedoria, com vontade, interesse e lhes basta isso.

Prós dizem que lhes faltam oportunidades na vida. Que não seja pela cor, então. Brasil é um país com imensurável diversidade racial, o maior país no mundo com afro-descendentes, e apesar de tudo eles não são aceitos na sociedade? Eles são a sociedade.

Um "branquinho" então, não pode passar na faculdade por ter nascido com os cromossomos errados. Eles tem o mesmo direito, todos têm, não é por igualdade que se luta afinal? Não piedade. Vestibular é uma etapa de seleção em que se destacam os mais dedicados, os mais inteligentes, não há raça que defina isso.

Talvez os brancos estivessem roubando a vaga de negros nas faculdades. Não, isso não é realidade, é esforço. Mas a questão não abrange negros e brancos, mas toda essa "imensurável diversidade racial", como já disse, que é a situação que se envolve o país.

É justo sim, que estudantes de escolas públicas ganhem o direito de cota, afinal, eles estão em escolas públicas provavelmente pois não tem condições de arcar uma escola privada. Ou nem isso, cotas deveriam ser aplicadas por uma espécie de sistema de renda per capita. Ou afinal, cotas não são justas.
Pessoas que nasceram com cromossomos errados perdem a chance por causa de cromossomos bônus que os diferem. Capacidade intelectual todos tem, justiça é que cada um se esforce, sem depender de ajuda, para conquistar o primeiro passo de um futuro promissor.

 

-

Danielle Takase, artigo de opinião proposto pelo Caderno Do Aluno, 8ª Série/9º Ano, 2009, pg 29. Tema: sistema de cotas. Santo André, 01/10/2009.

no momento: nigger.
aos ouvidos: vmb.

por Dani Takase às 01:19
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