Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

... de deitar eternamente em berço esplêndido.

 

 

Caminhando a passos largos. De um lado uma parede estampada: "Odeie seu ódio". Nas paredes estruturais do parlamento: "verás que os filhos teu não foge da luta". A concordância ou discordância verbal era só um manifesto.


Hoje o EmFuga não veste preto mas está de luto. Luto por falta de concordância - entre a realidade e o bom senso. Verde e amarelo, temo que não. Co-lo-ri-do.

 

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo heróico o brado retumbante. - Imagine o quão grave foi esse brado, o quão grandioso era esse povo, retumbou! - ...conseguimos conquistar com braços fortes. - Em teu seio, ó liberdade, desafia o próprio peito a própria morte. Ó, pátria amada, idolatrada. Salve, salve. - gravíssimo, em tempos parece até "salve" um pedido de socorro. Engraçado como as pessoas cantam empolgadamente o hino como quem não sabe que está fazendo juras eternas de amores e fidelidades. Oferece a pátria a própria vida, "a própria morte."

...és belo, és forte, impávido colosso. Se o teu futuro espelha essa grandeza, (Mas ergues da justiça clava forte.Verás que o filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte,) terra adorada. Entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada. - Acontece que se o impávido colosso ruir, são braços fortes que o sustentarão.  Dos filhos deste solo és mãe gentil...

E eu? Estou em estado de cólera, pátria amada, Brasil.

aos ouvidos: Hino Nacional Brasileiro

por Dani Takase às 04:20
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

... de libertar a América com vermelho.

 

Imaginei todo tipo de metáfora, de comparação e hipérbole, frase feita, plagiada, mas nessas horas em que a emoção toma o peito, a garganta e o corpo inteiro, o jeito é falar a verdade e a não-poesia que vier a cabeça.

Que esporte mais sem propósito: até que ponto chega o ser humano ao correr atrás de uma esfera. Não, não é só um jogo, tem todo um propósito, uma meta em comum, um espírito de equipe.

Uma vez há não muito tempo, o que me levou às lágrimas não foi um sentimento lá muito digno: vingança. Ah, desprezo, raiva, rancor. Era uma criança boba, que nem sabia o que era impedimento. Mas as lágrimas caíram e a América foi pela primeira vez tomada de um espectro rubro. Mas isso eu não vivi. Apenas presenciei. Observei de longe.

Eis que o mundo é vermelho. O sentimento já era mais sincero e espontâneo: alegria de ver o mundo consagrar o Internacional de Porto Alegre campeão. E quem conhecia o Internacional?  Eu, e isso bastava. E eu já sentia e esbravejava: eu quero ser colorada.

E futebol passou então a ser palavra comum no meu cotidiano. Começando pelas regras básicas. Primeiro passo para que o futebol não se torne chato: aprenda o que é o impedimento. Então, o que era simpatia virou paixão.

Nascer, crescer, viver, morrer torcendo para algo nunca me soou poético. Sempre achei a atitude da escolha o lado mais bonito do torcer. E fiz minha escolha. E não escolhi errado.

Num deslize, uma baixa colocação e enfim campeão da Sul-americana, campeão de tudo. Um centenário obsessivo, sedento por títulos. Contentar-se com um Estadual não foi o suficiente. O vice-campeonato não serve de consolo.

Era preciso foco e vontade; raça e coragem. Cambaleando foi-se, classificações apertadas, jogos acirrados e dúvida, muitas dúvidas.Vencer a tormenta de verão em sua casa. Os Estudiantes. Sufoco e que sufoco! E sob uma nuvem de fumaça, fumaça imprudente de quem comemora antecipadamente, ah!, é agora a semifinal: clássico dos clássicos na minha condição de colorada estrangeira. São Paulo e Inter e era Roth. Um retorno sem derrotas, um retorno triunfal. Um time que inspira confiança e aspira alegria, transpira bom futebol. Um jogo monstruoso no Beira-Rio, jogo de gigantes que só teve um  gigante, que se mostrou longos noventa minutos muito superior. Mas se tratavam de cento e oitenta minutos. A primeira tarefa bem cumprida. A parte difícil era ganhar de Cícero e todos os seus discípulos. Derrotar um ídolo que trouxe tantas alegrias mas fazer com que o palco fosse o cenário da mesma alegria de anos antes. E foi. No começo um dois-zero de roer todas as unhas borradas de vermelho e destruir a camisa e todos os objetos a alcance. Jogo tenso, muito tenso, mas e agora? É agora? Gol! E que gol! E que gol! E foi a derrota mais vitoriosa da história.

A euforia e os bons ventos sopraram, a peste arrastou um time parvo até ali. A superioridade do inter é tamanha e incomparável. Mas "era só não deixar aquela entrar, tirar dali, tirar dali, gol, do Chivas". Que expressão que havia no meu rosto. Incredulidade? Estava pasma, mas confiante. Era injusto aquele resultado e havia quarenta e cinco minutos para reverter de imediato, e então, voltar para casa para definir. O resultado poderia ser melhor: gol, do predestinado. E gol de passes improváveis: passe de cabeça dum nativo para um libertador. Gol de dois campeões e, logo, no fundo eles sabiam - e Tales diz que sabia, e como sabiam - bicampeões.

Mas parece piada, seria tão fácil assim? Casa cheia e um Beira-Rio pulsando como um coração só, xalaialaiá, e gol. Gol? É, gol. O inter superior mas, como sempre leva o susto previamente. Mas voltaram com um propósito ainda mais aparente, e agora sem nervosismo. Estava claro, vamos para cima, vamos. Quase! Por tão pouco. Foi falta, foi indigno, desrespeitoso, desleal! O touro caiu, mas não desiste, é caído que faz o passe, chega para alguém, cruzamento belíssimo e é, sim, foi! Foi! Gol! E de novo, de novo, sozinho, o touro só se aproximou, a pressão psicológica foi tamanha que culminou no passe errôneo, passe errôneo que em cinquenta e um metros de coragem e com a precisão, mais um? É, e lá vem mais. É seu, predestinado, e foi e só então senti o Guaíba sair de meus olhos. Não é preciso dizer que um gol foi tomado. São detalhes que compõem e estragam a verdade: era campeão. E a América era vermelha novamente.

E não foi vingança que me fez gritar, foi maior que isso. A América dormiu vermelha, o dia amanheceu avermelhado, as unhas vermelhas, a blusa vermelha, o batom vermelho. Mas não foi esse o vermelho que me levou essa alegria. Foi o vermelho do sangue que pulsa entre as veias e faz bater um coração no meu peito. Um coração mais colorado que nunca, mais vermelho que nunca. Comi morangos e o sol se pôs num crepuscular rubro.

"Eu quero saber, você já viu a chuva caindo num dia de sol? Já viu a chuva caindo num dia glorioso?"

 


por Dani Takase às 03:45
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Sábado, 3 de Julho de 2010

... de verdes, amarelos, azuis e brancos. II

 

 

Não sei o porquê das buzinas, dos rojões e dos gritos. Acho que estão sendo tanto quanto irônicos. Acabou, aplaudam e saiam de cena.

Se fizeram o possível, se é tudo esquematicamente previamente planejado, não sei. Acho que em explosões de momento se perdem muitas coisas que são realmente mais importantes. Motivos que realmente nos levariam a uma paixão tão intensa, a uma devoção tão cega ou mesmo a um digníssimo infarto, se um poético cardíaco ainda não se deu por satisfeito. Not yet.

Ainda não são seis estrelas que cintilaram no azul não tão celeste tupiniquim. Talvez em breve mais uma cintile no azul celeste uruguaio ou no azul calcinha argentino, mas isso realmente não vem ao caso.

Só não se desiludam de qualquer sonho espelhados numa estrela que implodiu e caiu por terra. E que vestia verde, amarelo, azul e branco.

Só me faça um favor: desapareça daqui com sua vuvuzela que me dou por satisfeita.

no momento: shining.
aos ouvidos: muitas coisas.

por Dani Takase às 01:27
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

... de verdes, amarelos, azuis e brancos.

 

 

 

Quanta agitação, que mistura de cores, cores que simplesmente não coincidem, não tem combinação alguma. Não se contrastam, nem se opõe. Simplismente cores. Sutilmente dizendo: uma combinação viva demais.

São apenas borrões gritantes, por todo lugar. Um nome bem estranho, mas não deixa de ser verde e amarelo. As vuvuzelas. Estridentes comemoram alguma coisa. Rojões comemoram alguma coisa. Buzinas comemoram alguma coisa. Não, esta sirene não comemora nada.

Palpites. Números demais. E tudo isso para quê afinal? Que é que está acontecendo?

Paixão nacional? Você não conhece? Nunca ouviu falar?

É verde, é amarelo, é azul, é branco.

Um objeto redondo, uma meta, regras e um objetivo. Uma paixão nacional. Correção: uma paixão mundial! Universal, quem sabe. É a energia, é a festa, é a emoção, é a raça, é a força, é a honra, é a decepção, é a glória! A vitória!

Aqui é tudo assim: verde, amarelo, azul e branco. Tudo. Tudo. A cidade se pinta dessas cores. O país inteiro veste uma enorme bandeira, como se fosse qualquer coisa. É besteira. Não, não é.

É futebol.

aos ouvidos: When I get older I'll be stronger. ♫

por Dani Takase às 21:33
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

... de qualquer conceito que não se sabe ao certo.

Nossa, falta de bom senso é tenso. "Eu sou contra mulher casada trabalhar". Que pena, hm. I really don't care. É estranho pensar que tem gente que pensa de maneiras tão complexas. Umas opiniões sem nexo, pra mim pelo menos. Eu acho que sou sempre a favor do bem - that's gay, maybe, that's not true. Do bem seria? Não, isso é bom, bom senso. Não tenho preconceitos - ou tenho? Eu tenho mais é medo do preconceito. O que seria do bem se ninguém conhecesse o mal? Inexistente, indiferente, esgarrado. É.

Já ontem, tomei decisões certas de meu futuro. Futuro próximo. Ah, tenho medo. Medo de mudanças, medo de mudar. Medo do radical. Medo, medo, medo. Acho que já disse aqui que não tenho muitos medos. *Retirando o que eu disse*.

Hoje, finalmente apresentei meu projeto sobre política. Acho que não fui crítica, fui cômica, espero que todos tenham entendido, bom, foi fechado com aplausos, então tão ruim não foi.

*música conhecida por todos*

- Boa noite, estamos aqui esta noite pra mais um debate com os candidatos a presidência. Suponho que já conheçam as regras então vou sortear o primeiro tema - sorteia o tema, abre o papel - Alimentação. Comece então sr. Garotinhonéias. - diz a coitada da 'apresentadora'.

- Não dá pra mudar de tema? Eu estou de greve de fome, 56 dias sem comer. - diz Garotinho/Enéias.

- Companheiros e companheiras, o difícil é muito difícil, comecemos pelo simples, nada de comer Lula, hehehe, AU! - comicamente diz Lulank Aguiar (Lula/Frank Aguiar).

- Ahhh, gente, o negócio aí é relaxar e... - no caso, reticências escondiam uma linda gafe inoportuna (mais informações acesse: http://www.youtube.com/watch?v=MQXoJCDow2Q ) de querida Marta, até então meu personagem, Marta/Edu Suplicy.

- ...ME ENGOLIR E ME DIGERIR! - muitas vezes 'dirigir' em nossos ensaios - póis méu fílho tém um réstáuránte ná Máría Máluf quë näo ë mëu ëu nëgo! - sotaque cômico de uma grande amiga, representando os inigualáveis* (me fugiu a palavra que poderia aqui colocar, um lindo sinônimo) Sarney e Maluf.

- Depois os senhores reclamam quando dizem que tudo acaba em pizza. - singela apresentadora, enquanto entrego meu simbólico (ou não) cartão vermelho (mais informações acesse: http://www.youtube.com/watch?v=TPj7dZx4U9I ) para a apresentadora que mostra para todos os políticos presentes.

- Más éntão mínha génte, fálando ém pízza, vämos äo rëstauränte dö mëu fïlho? - Maluney.

- Vamos, vamos, eu também sou papito - faz sinal rock'n roll imitando o Supla hm, - e sei como é. Bora relaxar e... comer a pizza!

- Vamos então companheiros e companheiras, AU!

- Mas eu tô de greve de fome, tiu! - Garotinhonéias + apresentadora dando ALOK.

 

É, não foi dos melhores, mas sempre me satisfaço com meus trabalhos artísticos. Esse tentei ir fundo no lado crítico-cômico das coisas, as ever, mas não sei se as pessoas conseguiram entender. Mas, enfim, eu estava divina com meu batom passado em metade da boca e cabelo preso loucamente, blusa vermelha de um lado, 'paletó' do outro, e gravata. Seduzindo. Seduzindo ainda mais nas ruas desfilando com o chapéu de cowboy na mão. Someone screams: "VAQUEEEEEEIRA!" WTF? Eu ri.

 

B: Mas mãe eu só vou ter um filho porque... I: porque eu *sorteia um papel, lê* ...eu gozei. - jogo das falas sorteadas.

 

Era pra você dizer 'oi futuro' - isso não sai da minha cabeça, como lidar? Gosh, I love you.

O que importa é que  *sorteia um papel* não quero dinheiro, quero amor sincero. - se aplica? Ahaha.

Um quer ser o futuro, um quer ser o presente, o outro quer ser o sempre. Um mente, um confunde, um mima. Um me convence cada dia mais do quanto somos incompatíveis, um que nossas incompatibilidades é que deixam tudo mais emocionante, outro que incompatibilidades são relevantes. Lier, opposite or fond? Argh, pra mim, defino a todos como 'not friend, not passion'. I don't have any idea.

Love isn't worth to me until I get worth to love.

no momento: comic lovin
aos ouvidos: McFly

por Dani Takase às 00:30
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