Domingo, 20 de Junho de 2010

... de desfechos impensados.

 

Ônibus hoje? Todo dia uma nova aventura.

Hoje o louco não era o passageiro que embarcaria dois pontos depois, nem mesmo o tuberculoso e apocalipsicótico que sentaria no banco de TRÁS e que TRAZ uma música que diz que Ele retornará. Não, o insano era o motorista. Vai entender. Ultrapassar o sinal que enrubrece e quase atropelar um casal pomposo é coisa que acontece todo dia - não. Talvez ele não estivesse num bom dia. Às vezes era só um dia ruim, para variar. Uma rotina onde pseudópodos agarram você com seus braços fortes de condinome estresse.

Tem dias que pipoca está no dia de todo mundo. Hoje nem o café, nem o misto quente, nem a pipoca, nem o chocolate fizeram efeito. Estava calor. Calor e números não são uma combinação que se encaixe.

Por falar em calor, mais surpresas. Surpresas de junho.

O céu estava magicamente indecifrável. Todos os dias. Todas as tardes. Todas as noites. Como sempre. Mas nem tudo estava como sempre. Cochichos só antecipavam o que já pressentia. A wish, literaly. Essas coisas preciso falar em inglês. Era só o cenário perfeito, mas os personagens, o enredo, o diálogo, acho que tudo estava no script. Só o desfecho que estava amplamente sujeito a mudanças. Na verdade o desfecho precisava de algo. Esse algo foi silêncio. Não preciso que entendam. E isso não precisa de um desfecho. Não agora. Só preciso de uma profunda, profunda reflexão.

Quero um banho, de chuva. De chuva.

no momento: coming down on a sunny day.
aos ouvidos: Have you ever seen the rain - CCR

por Dani Takase às 01:23
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

... de manchetes.

 

Era uma semana de extremo silêncio entre nós. Mas ele foi o primeiro a vir, literalmente me dar a notícia. Já ela, eu somente fingi que não vi as lágrimas - que ela escondeu - cairem na folha com cheiro de recém saída do forno. Eu mesma, sinceramente, ainda não sei o que pensar. São só minhas palavras que fugiram do lugar.


por Dani Takase às 01:31
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Solidão, frio e números

 

Uma de suas combinações favoritas. Por mais que soubesse que não estava sozinha, era como se estivesse. Um cachecol, 12:12.

 Absurdo era o tremer de dentes e os cristais d'água deformando sua imagem para os que a viam de fora. Se carbono é diamante, areia é pérola, nada mais digno para as gotas da chuva que batizá-las de cristais.

 Estava tudo encharcado e gélido, mas por mais que se esforçasse, não tinha como negar - amava aquele frio, aquele chover ou quase-chover.

Ver tudo tão vazio e triste era um tanto quanto mórbido, talvez como um funeral sem corpo. E ela não imagina no que ela mesmo constantemente se transformava. Não fazia ideia. Um desenho deformado na janela, um coração distorcido, uma estrofe, um verso, uma paixão subliminar. Uma arte pós-moderna. Pouco se sabe.

O caminho é sempre o mesmo, mas há sempre um novo significado. Um semáforo que enrubresse no lugar errado, um guarda-chuva que se abre, um outdoor desmoronando. Para cada gesto um significado, cada nuvem, cada expressão...

O erradio relógio marca 4:30, como se o erro fosse fatal, o que significaria? Um-seis-cinco, gritava o prédio rabiscado. Mas 360º foi o tempo que levou pra contornar todas as nuvens. Uma volta: no tempo? no espaço? Quem sabe. Nas nuvens.

Agora vinha o sol e desmanchava tudo. As letras não eram mais rabiscos, os números não eram mais absurdos e tudo estava dourado no céu.

 


 

Andei fugindo daqui. Fugindo demais.

aos ouvidos: Viés - VDO & When The Day Met The Night - PATD

por Dani Takase às 02:16
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

... de cada lembrança mal-afortunada.

 

Joguei fora lembranças* de nós dois, reviver você não me faz bem. ♪

Me senti forte. Ainda mais depois de conversar com uma certa melhor amiga e ver que tudo tem conserto, que nada é por acaso e que, às vezes, mudanças vem para o bem.

Não digo que não errei. Digo que quanto mais errei, mais aprendi. Quanto mais sofri, mais amei.

no momento: not worried.
aos ouvidos: Amor e Sexo - Rita Lee
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por Dani Takase às 17:11
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Domingo, 19 de Julho de 2009

... do passado.

Trágico. O fim é sempre trágico. Ainda mais quando não é bem-vindo. Primeiro um 'pra sempre', depois um 'acabou'.

Alguns passos, à uma certa distância. Não era certa, a distância era muita. Logo desconfiei. E acertei. Lá estava. Após alguns anos, não mudou nada. A mesma coisa. The same crap. De longe reconheci, fácil de reconhecer. Díficil esquecer.

Ele não me reconheceu ou fingiu que não me reconheceu ou sentiu vergonha de me reconhecer. Sempre soube que eu merecia algo melhor.

Achei que ia ficar chocada ou desestabilizada com esse (des)encontro. Mas não. I'm just fine. Just, just fine.

Eu não gosto de pra sempre. Pra sempre não é nada além de uma mentira. Pobre mentira. E magoa. It hurts a lot. Mas passa. Pra sempre também passa. Não acaba, mas passa.

Isso está muito dramático, mais uma vez.

Hoje vi uma paisagem bonita. Resolvi olhar o mesmo lugar com outros olhos. Vi um verde escuro. Um verde vida. Vi um céu nublado. Nuvens cinzas e enferrujadas. Flores pequenas e amarelas. Frágeis. Rojões. Um gol. A vitória não foi minha. But I still loving you, my red passion, Inter.

Simples assim: o silêncio me causa arrepios.

no momento: watching you breathing.
aos ouvidos: Carry you home - James Blunt
em tags:

por Dani Takase às 23:46
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